Será lançado em Março de 2012 o documentário "O Renascimento do Parto". O documentário retrata e questiona a grave realidade obstétrica mundial e acima de tudo, brasileira, com seus altíssimos números de cesárea eletiva e partos normais traumáticos para a maioria das mulheres.
Isso é uma preocupação, pois deixa marcas a nível psicológico, social, e antropológico.
SINOPSE
O filme "O Renascimento do Parto" retrata a grave realidade obstétrica mundial e sobretudo brasileira, que se caracteriza por um número alarmante de cesarianas ou de partos com intervenções traumáticas e desnecessárias, em contraponto com o que é sabido e recomendado hoje pela ciência. Tal situação apresenta sérias conseqüências perinatais, psicológicas, sociais, antropológicas e financeiras. Através dos relatos de alguns dos maiores especialistas na área e das mais recentes descobertas científicas, questiona-se o modelo obstétrico atual, promove-se uma reflexão acerca do novo paradigma do século XXI e sobre o futuro de uma civilização nascida sem os chamados "hormônios do amor", liberados apenas em condições específicas de trabalho de parto.
Com a participação especial do cientista Michel Odent, do ator e diretor de cinema Márcio Garcia e sua esposa, a nutricionista Andréa Santa Rosa.
fonte: http://www.masterbrasil.com/executiva_cultura.php?id=462
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Atenção Humanizada aos Recém-nascidos
Está correndo na rede uma petição pública (Abaixo assinado) para que haja respeito ao recém-nascido. Muitas pessoas vieram me perguntar o que seria o respeito ao recém-nascido, já que a forma em que ele nasce é a mais pacífica possível (pacifica em termos, pois o modo ao nascer é pacifico, o bebê para nascer precisa passar pelo parto, pois é uma experiência de quase morte, é o primeiro desafio dele, e quando ele é extraído do útero sem estar maduro para isso ele se torna um ser pacifico).... Vou explicar melhor.... na antiguidade, muito antigamente, acreditava-se que o recém-nascido não sentia dor. Ele sofria todas as agressões possiveis e imagináveis da época em que a medicina era rudimentar, primitiva, com poucos recursos. A medicina avançou, porém o modo desses bebês chegarem ao mundo continua sendo primitivo.
No meu ponto de vista, fazer a cesárea eletiva já é uma agressão ao bebê, pois ele é "arrancado" de um lugar quentinho e confortavél. 1."... Não são bem conhecidos os fatores desencadeantes do trabalho de parto, mas sabe-se que, quando o hipotálamo do feto alcança certo grau de maturação, estimula a hipófise fetal a liberar ACTH. Agindo sobre a adrenal do feto, esse hormônio aumenta a secreção de cortisol e outros hormônios, que estimulam a placenta a secretar prostaglandinas. Estas promovem contrações da musculatura lisa do útero. " ou seja, o bebê precisa estar maduro para nascer e em uma cesárea isso não acontece.
Quando um bebê nasce, independente da via de parto, o protocolo hospitalar pede-se para que faça aspiração das vias aéreas.
2. "Aspiração - bebês nascidos de parto normal, que estejam bem, não precisam ser aspirados! Ao passar pelo canal de parto, os pulmões do bebê são massageados, provocando a expulsão natural dos líquidos. Entretanto 100% dos bebês nascidos em hospital são aspirados com a sonda, como parte de protocolo hospitalar. A sonda é um tubo de plástico enorme que é introduzido até o estômago do bebê. É indicado para bebês que nascem de cesárea, justamente porque não recebem essa “massagem” durante a passagem pelo canal de parto. "
Como vimos, desnecessário em caso de parto normal.
Outro fator importantíssimo para o desconforto do bebê quando nasce é o colíro nitrato de prata.
3. "É um colírio que se pinga em 100% dos bebês nascidos em hospital como rotina. Na maioria dos casos causa conjuntivite química, que aparece apenas quando o bebê vai pra casa. A única indicação é para bebês que nascem de parto vaginal cuja mãe seja portadora de gonorréia cuja detecção é feita nos exames de pré-natal. Ou seja, mães saudáveis que tem seu filho via vaginal e bebês nascidos de cesárea não tem qualquer indicação para uso do colírio!"
O nitrato de prata pode ser evitado mesmo em caso da mãe ser portadora de gonorréia, no caso especifico, usa-se um medicamento intra-venoso na mãe durante o trabalho de parto para não infectar o bebê. É um protocolo que pode ser negado, o colírio causa a mesma ardência de pingar limão no olho.
Depois vem a vitamina K, que é uma injeção dose única na coxa importantíssima para prevenir hemorragias cerebrais do recém-nascido, porém ela pode ser tomada via oral em três doses, uma no nascimento e as outras duas no consultório do pediatra.
E a última e mais punk das intervenções sem motivo é a separação de mãe e bebê quando ele mais precisa de contato físico, contato pele a pele com a mãe. Ele fica isolado em um berço, sendo colonizado por bactérias que não são da mãe, e nem da familia, bactérias de hospital (super-bactérias) com risco grande de pegar uma infecção hospitalar. Após o parto, depois de passar por essa experiência traumática, isolamos totalmente o bebê que necessita de segurança afetiva e terceirizamos os cuidados (trocas, banho e muitas vezes no aleitamento) para a nova mãezinha poder descansar.
Vale ler o texto dos bebezinhos gêmeos que após o nascimento, um estava bem e a outra estava com mínimas chances de sobrevivência e por um abraço do irmão ela se estabilizou e sobreviveu....
" O abraço mágico
Esta fotografia é de um artigo intitulado "O abraço Mágico" e foi publicado na NewsWeek.
O artigo descreve detalhadamente a primeira semana de vida dois bebés gémeos.
Cada um deles estava na sua incubadora e um tinha uma esperança de vida muito reduzida e estava previsto que não sobrevivesse.
Uma enfermeira quebrou as regras do hospital e juntou os bebés numa única incubadora. Quando foram colocados em conjunto, o bebé saudável abraçou a irmã.
Ela estabilizou o batimento cardíaco e a temperatura corporal atingiu os valores normais.
O amor entre irmãos é algo que não se inventa, não se escreve, não se cria, ele existe desde o primeiro momento que nascemos."
Mas peraí, isso não é somente amor entre irmão, mas sim CONTATO FÍSICO.... quem esperou um ciclo de 9 luas, 40 semanas em média para ver a carinha e sentir o cheirinho do seu bebê foi a mãe e ela não pode observar seu bebê nas primeiras 8 hs de vida (as mais importantes) por um protocolo idiota hospitalar????? "Burrocracia?"
Isso me revolta! Afinal, quem é a melhor observadora de bebê? A mãe que pariu ou a enfermeira sem vinculo afetivo???? Isso é uma questão a se pensar.... COMO ESTAMOS RECEBENDO NOSSOS BEBÊS? COMO ESTAMOS CRIANDO UMA SOCIEDADE INDIVIDUALISTA E PACÍFICA?
Leiam, divulguem e assinem a petição:
http://www.peticaopublica.com.br/?pi=HumaNasc
Fontes:
Sistema Reprodutor - http://www.afh.bio.br/reprod/reprod4.asp
1, 2, 3 - Petição Pública - http://www.peticaopublica.com.br/?pi=HumaNasc
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
As lindas coisas da vida.....
Esse é o parto de uma parteira muito especial, que vem fazendo um lindo trabalho durante esses últimos anos, a parteira Naoli. Esse é o parto dela mesmo, da terceira filha. Vale a pena ver porque é muito bonito!
Intervenções, uma cachoeira sem fim
Gostaria de abordar um assunto muito discutido na humanização, porém desconhecido pelas gestantes que são as terriveis intervenções no parto.
Muitas mulheres quando engravidam pensam somente nos cuidados que ela deve tomar na gravidez, deixando de lado todo o resto que envolve uma gestação. O parto é um evento tão importante quanto a própria concepção. É o evento em que mãe e bebê se conectam da forma mais instintiva possível. É a primeira sintonia entre os dois depois da gestação.
A mulher precisa estar comprometida e informada de todo o processo que irá passar. Infelizmente poucas mulheres buscam essa informação, deixando para a equipe médica decidir o que fazer na hora H.
A indústria da cesárea no Brasil está muito poderosa. A mulher que decide ter um parto normal, se não se informar ou ela cai em uma cesárea desnecessária, ou ela cai em um parto normal extremamente agressivo, cheio de intervenções.
As intervenções começam já na internação, com a tricotomia (raspagem dos pêlos pubianos), seguida pela enema (lavagem intestinal) e o famoso sorinho na veia. Esse sorinho está cheio de ocitocina sintética. O corpo da mulher no trabalho de parto libera ocitocina natural que ajuda nas contrações uterinas, abraçando o bebê e fazendo com que ele seja empurrado para baixo. Ela também é responsável pela descida do leite. Alguns especialistas a chamam de hormônio do amor, pois é o hormônio do prazer.
O corpo da mulher em trabalho de parto passa por várias fases e toda fase tem seu tempo. A ocitocina sintética acelera o trabalho de parto, fazendo com que as contrações uterinas sejam muito mais fortes do que as sentidas quando o corpo as libera gradativamente. Consequentemente a mulher sente dores muito mais fortes. Com todo esse procedimento invasivo, ainda temos os médicos que resolvem fazer a ruptura da bolsa das águas, acreditando que isso acelera ainda mais o trabalho de parto.
A mulher está lá toda sensível, passando por todas essas intervenções muitas vezes sozinha. Enfim, quando ela acha que não aguenta mais alguém oferece a opção de analgesia, que pode ajudar em alguns casos, mas em outros tende a atrapalhar. A analgesia sendo bem aplicada, no momento certo, pode ajudar a mulher a descansar um pouco no trabalho de parto e ter forças para aguentar o expulsivo, no qual ela precisa estar descansada para fazer força. O que pode acontecer após a analgesia é o trabalho de parto estacionar fazendo com que tudo pare por mais ou menos duas horas que é o tempo de duração de uma boa analgesia. Quando não se tem uma equipe humanizada, que sabe conduzir um trabalho de parto, os médicos não esperam esse trabalho de parto engrenar de novo, indicando a mulher uma cesárea de emergência, com o bebê baixo no canal de parto e a mulher com 8 cm de dilatação. No hospital público, a opção da analgesia não rola, entrando assim as manobras franks para fazer com que o parto seja rápido e eficiente. Entre as manobras está a de kristeller (manobra de expressão no fundo do útero, que visa empurrar a criança em direção à vagina) e a famosa episiotomia (o corte no períneo para facilitar a passagem do bebê). Essa última manobra desnecessária, prejudica o assoalho pélvico, gerando consequências futuras a parturiente. O bebê nesse processo de nascimento precisa ser colonizado pelas bactérias da mãe que se dá pela respiração e pelo contato com o ânus.
Por último vem o fórceps ou vácuo-extrator que auxilia na saída do bebê.
Por conta de tudo isso, ficou impregnado na cultura feminina de que o parto normal é muito doloroso, fazendo então a cultura da cesárea crescer assustadoramente em todo o País.
O que as mulheres PRECISAM saber é que todos esses procedimentos são invasivos e DESNECESSÁRIOS.
Por conta de tudo isso, ficou impregnado na cultura feminina de que o parto normal é muito doloroso, fazendo então a cultura da cesárea crescer assustadoramente em todo o País.
O que as mulheres PRECISAM saber é que todos esses procedimentos são invasivos e DESNECESSÁRIOS.
COMO FUGIR DISSO?
Para fugir disso tudo, a mulher precisa se informar muito durante a gestação, procurar um PROFISSIONAL menos intervencionista, que dê a opção da mulher se exercitar no trabalho de parto (pois a mulher ativa, que se exercita durante o parto tem um parto mais rápido e menos indolor). Ter uma doula ajuda diminuir essa cachoeira de intervenção. Frequentar grupos de apoio ao parto/maternindade é uma excelente forma de se obter conhecimento, bem como ter contatos com outras gestantes, partilhar experiências e conhecer profissionais adeptos ao parto natural humanizado.
O parto é um ato fisiológico, que resgata todo o poder do feminismo, do instinto. A mulher é capaz de passar por isso naturalmente sozinha sem intervenção. O médico está lá para assistir, acompanhar apenas, um mero espectador, pois o processo é da mulher, ela é protagonista disso tudo. Quanto mais intervenção a mulher sofrer no trabalho de parto mais chances dele ser dolorido, traumático e acabar em cesariana.
Evidências cientificas comprovam que a mulher que pari de forma natural, tanto ela, quanto o bebê se recuperam mais rápido.
Evidências cientificas comprovam que a mulher que pari de forma natural, tanto ela, quanto o bebê se recuperam mais rápido.
Mulheres, busquem o respeito ao parto, busquem profissionais que respeitem o tempo do seu parto, que te respeitem como ser humano, que respeitem seu bebê e todo o seu PROCESSO.
Maiores informações no site amigas do parto:
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