Será lançado em Março de 2012 o documentário "O Renascimento do Parto". O documentário retrata e questiona a grave realidade obstétrica mundial e acima de tudo, brasileira, com seus altíssimos números de cesárea eletiva e partos normais traumáticos para a maioria das mulheres.
Isso é uma preocupação, pois deixa marcas a nível psicológico, social, e antropológico.
SINOPSE
O filme "O Renascimento do Parto" retrata a grave realidade obstétrica mundial e sobretudo brasileira, que se caracteriza por um número alarmante de cesarianas ou de partos com intervenções traumáticas e desnecessárias, em contraponto com o que é sabido e recomendado hoje pela ciência. Tal situação apresenta sérias conseqüências perinatais, psicológicas, sociais, antropológicas e financeiras. Através dos relatos de alguns dos maiores especialistas na área e das mais recentes descobertas científicas, questiona-se o modelo obstétrico atual, promove-se uma reflexão acerca do novo paradigma do século XXI e sobre o futuro de uma civilização nascida sem os chamados "hormônios do amor", liberados apenas em condições específicas de trabalho de parto.
Com a participação especial do cientista Michel Odent, do ator e diretor de cinema Márcio Garcia e sua esposa, a nutricionista Andréa Santa Rosa.
fonte: http://www.masterbrasil.com/executiva_cultura.php?id=462
NascerHumano
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Atenção Humanizada aos Recém-nascidos
Está correndo na rede uma petição pública (Abaixo assinado) para que haja respeito ao recém-nascido. Muitas pessoas vieram me perguntar o que seria o respeito ao recém-nascido, já que a forma em que ele nasce é a mais pacífica possível (pacifica em termos, pois o modo ao nascer é pacifico, o bebê para nascer precisa passar pelo parto, pois é uma experiência de quase morte, é o primeiro desafio dele, e quando ele é extraído do útero sem estar maduro para isso ele se torna um ser pacifico).... Vou explicar melhor.... na antiguidade, muito antigamente, acreditava-se que o recém-nascido não sentia dor. Ele sofria todas as agressões possiveis e imagináveis da época em que a medicina era rudimentar, primitiva, com poucos recursos. A medicina avançou, porém o modo desses bebês chegarem ao mundo continua sendo primitivo.
No meu ponto de vista, fazer a cesárea eletiva já é uma agressão ao bebê, pois ele é "arrancado" de um lugar quentinho e confortavél. 1."... Não são bem conhecidos os fatores desencadeantes do trabalho de parto, mas sabe-se que, quando o hipotálamo do feto alcança certo grau de maturação, estimula a hipófise fetal a liberar ACTH. Agindo sobre a adrenal do feto, esse hormônio aumenta a secreção de cortisol e outros hormônios, que estimulam a placenta a secretar prostaglandinas. Estas promovem contrações da musculatura lisa do útero. " ou seja, o bebê precisa estar maduro para nascer e em uma cesárea isso não acontece.
Quando um bebê nasce, independente da via de parto, o protocolo hospitalar pede-se para que faça aspiração das vias aéreas.
2. "Aspiração - bebês nascidos de parto normal, que estejam bem, não precisam ser aspirados! Ao passar pelo canal de parto, os pulmões do bebê são massageados, provocando a expulsão natural dos líquidos. Entretanto 100% dos bebês nascidos em hospital são aspirados com a sonda, como parte de protocolo hospitalar. A sonda é um tubo de plástico enorme que é introduzido até o estômago do bebê. É indicado para bebês que nascem de cesárea, justamente porque não recebem essa “massagem” durante a passagem pelo canal de parto. "
Como vimos, desnecessário em caso de parto normal.
Outro fator importantíssimo para o desconforto do bebê quando nasce é o colíro nitrato de prata.
3. "É um colírio que se pinga em 100% dos bebês nascidos em hospital como rotina. Na maioria dos casos causa conjuntivite química, que aparece apenas quando o bebê vai pra casa. A única indicação é para bebês que nascem de parto vaginal cuja mãe seja portadora de gonorréia cuja detecção é feita nos exames de pré-natal. Ou seja, mães saudáveis que tem seu filho via vaginal e bebês nascidos de cesárea não tem qualquer indicação para uso do colírio!"
O nitrato de prata pode ser evitado mesmo em caso da mãe ser portadora de gonorréia, no caso especifico, usa-se um medicamento intra-venoso na mãe durante o trabalho de parto para não infectar o bebê. É um protocolo que pode ser negado, o colírio causa a mesma ardência de pingar limão no olho.
Depois vem a vitamina K, que é uma injeção dose única na coxa importantíssima para prevenir hemorragias cerebrais do recém-nascido, porém ela pode ser tomada via oral em três doses, uma no nascimento e as outras duas no consultório do pediatra.
E a última e mais punk das intervenções sem motivo é a separação de mãe e bebê quando ele mais precisa de contato físico, contato pele a pele com a mãe. Ele fica isolado em um berço, sendo colonizado por bactérias que não são da mãe, e nem da familia, bactérias de hospital (super-bactérias) com risco grande de pegar uma infecção hospitalar. Após o parto, depois de passar por essa experiência traumática, isolamos totalmente o bebê que necessita de segurança afetiva e terceirizamos os cuidados (trocas, banho e muitas vezes no aleitamento) para a nova mãezinha poder descansar.
Vale ler o texto dos bebezinhos gêmeos que após o nascimento, um estava bem e a outra estava com mínimas chances de sobrevivência e por um abraço do irmão ela se estabilizou e sobreviveu....
" O abraço mágico
Esta fotografia é de um artigo intitulado "O abraço Mágico" e foi publicado na NewsWeek.
O artigo descreve detalhadamente a primeira semana de vida dois bebés gémeos.
Cada um deles estava na sua incubadora e um tinha uma esperança de vida muito reduzida e estava previsto que não sobrevivesse.
Uma enfermeira quebrou as regras do hospital e juntou os bebés numa única incubadora. Quando foram colocados em conjunto, o bebé saudável abraçou a irmã.
Ela estabilizou o batimento cardíaco e a temperatura corporal atingiu os valores normais.
O amor entre irmãos é algo que não se inventa, não se escreve, não se cria, ele existe desde o primeiro momento que nascemos."
Mas peraí, isso não é somente amor entre irmão, mas sim CONTATO FÍSICO.... quem esperou um ciclo de 9 luas, 40 semanas em média para ver a carinha e sentir o cheirinho do seu bebê foi a mãe e ela não pode observar seu bebê nas primeiras 8 hs de vida (as mais importantes) por um protocolo idiota hospitalar????? "Burrocracia?"
Isso me revolta! Afinal, quem é a melhor observadora de bebê? A mãe que pariu ou a enfermeira sem vinculo afetivo???? Isso é uma questão a se pensar.... COMO ESTAMOS RECEBENDO NOSSOS BEBÊS? COMO ESTAMOS CRIANDO UMA SOCIEDADE INDIVIDUALISTA E PACÍFICA?
Leiam, divulguem e assinem a petição:
http://www.peticaopublica.com.br/?pi=HumaNasc
Fontes:
Sistema Reprodutor - http://www.afh.bio.br/reprod/reprod4.asp
1, 2, 3 - Petição Pública - http://www.peticaopublica.com.br/?pi=HumaNasc
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
As lindas coisas da vida.....
Esse é o parto de uma parteira muito especial, que vem fazendo um lindo trabalho durante esses últimos anos, a parteira Naoli. Esse é o parto dela mesmo, da terceira filha. Vale a pena ver porque é muito bonito!
Intervenções, uma cachoeira sem fim
Gostaria de abordar um assunto muito discutido na humanização, porém desconhecido pelas gestantes que são as terriveis intervenções no parto.
Muitas mulheres quando engravidam pensam somente nos cuidados que ela deve tomar na gravidez, deixando de lado todo o resto que envolve uma gestação. O parto é um evento tão importante quanto a própria concepção. É o evento em que mãe e bebê se conectam da forma mais instintiva possível. É a primeira sintonia entre os dois depois da gestação.
A mulher precisa estar comprometida e informada de todo o processo que irá passar. Infelizmente poucas mulheres buscam essa informação, deixando para a equipe médica decidir o que fazer na hora H.
A indústria da cesárea no Brasil está muito poderosa. A mulher que decide ter um parto normal, se não se informar ou ela cai em uma cesárea desnecessária, ou ela cai em um parto normal extremamente agressivo, cheio de intervenções.
As intervenções começam já na internação, com a tricotomia (raspagem dos pêlos pubianos), seguida pela enema (lavagem intestinal) e o famoso sorinho na veia. Esse sorinho está cheio de ocitocina sintética. O corpo da mulher no trabalho de parto libera ocitocina natural que ajuda nas contrações uterinas, abraçando o bebê e fazendo com que ele seja empurrado para baixo. Ela também é responsável pela descida do leite. Alguns especialistas a chamam de hormônio do amor, pois é o hormônio do prazer.
O corpo da mulher em trabalho de parto passa por várias fases e toda fase tem seu tempo. A ocitocina sintética acelera o trabalho de parto, fazendo com que as contrações uterinas sejam muito mais fortes do que as sentidas quando o corpo as libera gradativamente. Consequentemente a mulher sente dores muito mais fortes. Com todo esse procedimento invasivo, ainda temos os médicos que resolvem fazer a ruptura da bolsa das águas, acreditando que isso acelera ainda mais o trabalho de parto.
A mulher está lá toda sensível, passando por todas essas intervenções muitas vezes sozinha. Enfim, quando ela acha que não aguenta mais alguém oferece a opção de analgesia, que pode ajudar em alguns casos, mas em outros tende a atrapalhar. A analgesia sendo bem aplicada, no momento certo, pode ajudar a mulher a descansar um pouco no trabalho de parto e ter forças para aguentar o expulsivo, no qual ela precisa estar descansada para fazer força. O que pode acontecer após a analgesia é o trabalho de parto estacionar fazendo com que tudo pare por mais ou menos duas horas que é o tempo de duração de uma boa analgesia. Quando não se tem uma equipe humanizada, que sabe conduzir um trabalho de parto, os médicos não esperam esse trabalho de parto engrenar de novo, indicando a mulher uma cesárea de emergência, com o bebê baixo no canal de parto e a mulher com 8 cm de dilatação. No hospital público, a opção da analgesia não rola, entrando assim as manobras franks para fazer com que o parto seja rápido e eficiente. Entre as manobras está a de kristeller (manobra de expressão no fundo do útero, que visa empurrar a criança em direção à vagina) e a famosa episiotomia (o corte no períneo para facilitar a passagem do bebê). Essa última manobra desnecessária, prejudica o assoalho pélvico, gerando consequências futuras a parturiente. O bebê nesse processo de nascimento precisa ser colonizado pelas bactérias da mãe que se dá pela respiração e pelo contato com o ânus.
Por último vem o fórceps ou vácuo-extrator que auxilia na saída do bebê.
Por conta de tudo isso, ficou impregnado na cultura feminina de que o parto normal é muito doloroso, fazendo então a cultura da cesárea crescer assustadoramente em todo o País.
O que as mulheres PRECISAM saber é que todos esses procedimentos são invasivos e DESNECESSÁRIOS.
Por conta de tudo isso, ficou impregnado na cultura feminina de que o parto normal é muito doloroso, fazendo então a cultura da cesárea crescer assustadoramente em todo o País.
O que as mulheres PRECISAM saber é que todos esses procedimentos são invasivos e DESNECESSÁRIOS.
COMO FUGIR DISSO?
Para fugir disso tudo, a mulher precisa se informar muito durante a gestação, procurar um PROFISSIONAL menos intervencionista, que dê a opção da mulher se exercitar no trabalho de parto (pois a mulher ativa, que se exercita durante o parto tem um parto mais rápido e menos indolor). Ter uma doula ajuda diminuir essa cachoeira de intervenção. Frequentar grupos de apoio ao parto/maternindade é uma excelente forma de se obter conhecimento, bem como ter contatos com outras gestantes, partilhar experiências e conhecer profissionais adeptos ao parto natural humanizado.
O parto é um ato fisiológico, que resgata todo o poder do feminismo, do instinto. A mulher é capaz de passar por isso naturalmente sozinha sem intervenção. O médico está lá para assistir, acompanhar apenas, um mero espectador, pois o processo é da mulher, ela é protagonista disso tudo. Quanto mais intervenção a mulher sofrer no trabalho de parto mais chances dele ser dolorido, traumático e acabar em cesariana.
Evidências cientificas comprovam que a mulher que pari de forma natural, tanto ela, quanto o bebê se recuperam mais rápido.
Evidências cientificas comprovam que a mulher que pari de forma natural, tanto ela, quanto o bebê se recuperam mais rápido.
Mulheres, busquem o respeito ao parto, busquem profissionais que respeitem o tempo do seu parto, que te respeitem como ser humano, que respeitem seu bebê e todo o seu PROCESSO.
Maiores informações no site amigas do parto:
Maiores informações no site amigas do parto:
segunda-feira, 25 de julho de 2011
SMAM - SEMANA MUNDIAL DE ALEITAMENTO MATERNO
Nada como começar a semana com essa vibe!
Usei o logo da Matrice que é um blog fantástico sobre amamentação. Segue o endereço no logo.
Mundialmente, a Semana Mundial do Aleitamento Materno é comemorada na primeira semana de Agosto e o tema desse ano é "Amamentação, uma experiência em 3D"
A amamentação é muito importante para mãe e bebê, traz muitos beneficios para ambos.
O leite materno possui todos os nutrientes de que o bebê precisa para se desenvolver nos primeiros seis meses de vida, e deve continuar a ser dado mesmo depois, quando a criança já come outros alimentos.
Estudos mostram que o leite materno possui anticorpos que protegem a criança contra infecções -- como gastroenterites (doenças com presença de diarréia), doenças respiratórias, infecções urinárias e otites. Também reduz o risco de o bebê ter doenças mais graves, como diabete e leucemia, e diminui a tendência a problemas alérgicos, como asma e dermatite.
Além dos agentes protetores sempre presentes no leite materno, a mãe que amamenta pode produzir outros anticorpos específicos assim que entra em contato com uma infecção. Esses anticorpos podem passar para o leite, e de lá para a criança.
Amamentar também deixa a mãe mais saudável. Ao dar o peito ao filho, ela reduz seu risco de ter câncer de mama pré-menopausa e câncer de ovário. Há redução também no risco de fraturas em consequência da osteoporose.
Sabemos que o leite materno possui ácidos graxos poliinsaturados de cadeia longa, que são essenciais para o desenvolvimento do cérebro. Antigamente havia a crença de que amamentar os bebês os deixaria mais inteligentes. Em média, bebês que mamaram no peito são mesmo mais inteligentes, mas pesquisas recentes mostraram que isso provavelmente se deva a fatores sociais (relacionados à estimulação) e genéticos.
Um grande benefício da amamentação é sem dúvida a conveniência. Pelos primeiros seis meses de vida do bebê, ele não precisa tomar mais absolutamente nada. Você não terá nada para lavar, esterilizar, preparar e carregar.
E, por fim, não se pode esquecer um dado importantíssimo: amamentar é grátis! Fórmulas infantis são caras e podem pesar em qualquer orçamento.
Vou contar a minha experiência de amamentação.
Nas minhas primeiras filhas (gemeas), não tinha muita informação sobre o amamentar, pois sempre achei que seria uma coisa instintiva, que era só colocar o peito na boca das minhas meninas e como mágica elas começariam a sugar. Engano meu.... como elas nasceram prematuras, ficaram uns 15 dias na UTI. Passava o dia no hospital para garantir a amamentação. Tirava leite no banco de leite, mas sempre que o hospital podia eles complementavam a mamada com a fórmula. Me colocaram muito medo de que elas não podiam passar da hora de mamar, de que se não mamarem a fórmula o peso delas não aumentaria e consequentemente elas demorariam para sair da UTI. Agora te pergunto, se um pediatra, que é formado para tratar de bebês prematuros te falar que os bebês precisam de fórmula para saírem da UTI, alguém irá questionar? Mas é claro que não, para questionar, você precisa no mínimo, ter muita informação sobre o assunto, para pode rebater, coisa que eu não tinha.
Me incentivaram a continuar a amamentação em casa, com mais calma. Dava o peito sim, mas elas cansavam rápido e a mamadeira era muito mais fácil para ser sugada....
Após 15 dias veio a alta e pudemos levá-las enfim, para casa. Agora começaria definitivamente nossa jornada de pais de duas. Tivemos a recomendação da maternidade de continuar no mesmo esquema, peito + complemento. Em meio a mamadeiras, cólicas e tentativas frustradas de amamentação exclusiva, procuramos um pediatra o mais rápido possível. Mais uma vez, fomos aconselhados a continuar no esquema "peito + complemento". Por fim, após 5 meses, elas abandonaram o leite materno. Impressionante como isso pode acontecer! Colocava o peito na boca delas e quando sugavam, cospiam o leite e largavam o peito. Pra mim, isso foi muito frustrante, pois sempre sonhei com esse momento. Chorei horrores! Tudo desmoronou. O contato de pele mãe e bebê, o cheiro.... fiquei um caco. Eu era realmente uma vaca leiteira, pois tinha muito leite. Meu leite demorou um ano para secar definitivo. Prometi para mim mesma que na próxima gestação tudo seria diferente.
Minha próxima gestação chegou, após 5 anos e meio. Iria realizar tudo que não realizei na minha primeira. Começando pelo parto. (leiam meu relato de parto)
Acompanhada de uma equipe humanizada e um pediatra neo-natal -encatador de bebês e especialista em amamentação, a Duda nasceu.
Saiu de mim e foi direto para o peito. Como é maravilhosa a sensação do seu bebê quentinho, todo sujinho em contato direto com sua pele. Logo ela institivamente procurou o seio e mamou como nunca. Mamou sem parar. E foi ai que começou a minha experiência de amamentar.
Me informei muito sobre o assunto na gestação, participamos até de um documentário no nascimento da Duda sobre amamentação "Amamentação sem mistérios". Link no fim do post
Tudo o que passei com minhas primeiras filhas de banho na banheira, mamadeiras, passeio em carrinho fiz diferente com a Duda. Me informei melhor, busquei esse conhecimento. A Duda foi amamentada em livre demanda, tomou banho de balde, passeou de sling…. a única coisa que fizemos e iremos fazer até o último dia de nossas vidas igual com as meninas é beijar e abraçar incansavelmente.
Mesmo com toda informação, com pediatra especialista em amamentação, tive muitos momentos de insegurança. Aquelas paranóias de que "será que meu leite é suficiente"?
Os serás continuaram assombrando minha vida, mas enfrentei-os de uma maneira muito tranquila.
Uma coisa que pequei com minhas filhas e que persisti com a Duda foi dar chupeta. Mesmo com informação, mesmo com pediatra contra acabei dando a chupeta para ela pra ver se supria a necessidade de sucção noturna. Ela queria dormir chupetando o meu peito, não mamava, porém se eu tirasse o peito, ela chorava horrores. Depois de umas noites com ela pendurada em mim, resolvi dar a dita cuja. Hoje me arrependo amargamente!!!
Com essa questão de pediatra, resolvi levar a Duda de 3 em 3 meses em consulta de rotina. Em uma das consultas, estava sem grana para pagar particular e marquei um médico do convenio. Foi a pior besteira que fiz na vida, pois a pediatra me destroçou. Falou que eu era louca por amamentar em livre demanda, que a Duda era pequena demais, que era muito branca e deveria ser anêmica…. foram tantos absurdos que mandei ela tomar naquele lugar com a boca cheia, peguei minha filha e saí do consultório. Graças a minha pediatra humanizada, ao blog da matrice e a lista materna_sp, eu era infomada o suficiente para enfrentar essa médica louca e me desligar de tudo que ouvi dela.
Para quem não sabe, os padrões de curvatura que são usados nos consultórios pediátricos de hoje são para crianças de "mamadeira". As crianças de peito, nem sempre tem o mesmo ganho de peso que uma criança de mamadeira. Isso eu vivi com minha filha. Ela é de peito, tem a bio-genética pequenininha mesmo, é branquinha pois minha familia é de descendência européia e é saudável. Andou rápido, falou rápido, é esperta e muito sapeca.
Com dez meses, ela acordava muito a noite para mamar, de 4 a 5 vezes por noite. Estava ficando exausta. Muitas vezes ela passava a noite toda dormindo na cama comigo e com o papai. No dia seguinte, estávamos todos (eu, Duda e papai) cozidos de dormir mal. Foi ai que resolvi fazer o desmame noturno. No começo fiquei bem insegura. Tentei por uns dias sem sucesso. Na semana seguinte, resolvi que faria a todo custo, antes dela dormir eu dava o peito e ela se acabava de mamar. Fui diminuindo as mamadas a noite, ao invés de 5 eram 4, no dia seguinte foi para 3 e assim foi. Explicava para a Duda que lá fora estava de noite, que o sol tinha ido embora dormir e que era hora dela dormir também. Quando ficasse de manhã, ela mamaria de novo. Algumas vezes em que ela chorava muito, dava água no copo para ela se acalmar e muito colo. Foi assim durante uma semana, com muita paciência e conversa consegui fazer o desmame noturno. Foi bom para todos, a paz reinaria de novo. Acordavamos muito mais dispostos e descansados.
Com um ano e seis meses, ela foi se desinteressando cada vez mais do peito e novos sabores começaram a fazer parte de sua preferência. Meu leite foi diminuindo, e as mamadas diárias também, até que eu resolvi fazer um teste. Não ofereci o peito durante um dia todo e observei sua reação. Ela não pediu e eu não ofereci, até que cheguei na seguinte conclusão: se ela não pediu mais é porque a necessidade de amamentar é minha e não dela. Naturalmente, sozinha ela foi se desmamando. Hoje, muitas vezes, ela dorme com a mão no meio do meu seio, mas ela não pediu mais.
Em relação a chupeta novamente, ela persiste com a dita cuja para dormir. Acho que de todas as fases que passamos, tirar a chupeta vai ser muito mais complicado. Vou começar na semana que vem e depois posto meu depoimento.
E você mamãe que está amamentando e deseja doar leite materno, é um ato generoso e que ajudará muitos bebês. Saiba mais no http://www.fiocruz.br/redeblh/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=360
quarta-feira, 1 de junho de 2011
As bundas do carnaval
Infelizmente, nesta última segunda-feira, foi ao ar mais um programa do CQC, em meio a gravatas, graça e comentários infelizes. Sempre fui fã do programa, porém, esse eu não consegui assistir. Não por que estava enojada com as ridículas chacotas feitas pelos seus âncoras de bancada, mas por falta de tempo mesmo. Tempo esse, precioso, para quem têm muitos afazeres.
Ainda bem que não perdi O MEU tempo, pois fiquei decepcionada ao assistir o vídeo com as infelizes declarações sobre o Mamaço.
Pois é, eu e minhas amigas de militância lutamos para o respeito as familias, para desmistificar essa cultura esdrúxula de que amamentar em público é constrangedor. Constrangedor é ser discriminada por amamentar em público. Constrangedor é escutar que as "gostosas ficam com os peitos pra fora". Constrangedor é ouvir isso de um programa que se diz revolucionário, formadores de opinião. Vou te falar o que é constrangedor.... as bundas do carnaval, isso é constrangedor. Ah, mas isso pode. Faz parte da cultura do brasileiro. Constrangedor é ver a corrupção do Brasil. Constrangedor é ver a exploração de menores, as injustiças, as lacunas da lei, os políticos dançando e esbanjando o dinheiro público. Constrangedor é a prostituição que rola por detrás dos simpósios, congressos, eventos de futebol, fórmula 1. Isso sim é constrangedor.
"Ao Rafinha Bastos, Marco Luque e Marcelo Taz.... nós mulheres temos o direito de amamentar nossos filhos em público, onde quer que seja. Isso não é motivo de chacota e sim motivo de alegria, pois o aleitamento materno exclusivo até os 6 meses e recomendado até os 2 anos de idade é de extrema importância para a saúde do bebê e da mamãe, prevenindo doenças e evitando mortes prematuras. Não estamos aqui discutindo futilidades, mas sim uma visão de saúde pública, política, lembrando que temos todo o apoio e recomendação do Ministério da Saúde. Independente de terem falado que são favoráveis ao aleitamento materno em meio a chacotas, a cultura do "constrangedor" continua impregnada em nossos dias." Que pena CQC. Logo eu, que sou sua fã. Que feio!!!!
Assistam ao video:
https://www.facebook.com/video/video.php?v=151973061540248&oid=183265728389220
O Mamaço em São Paulo acontecerá neste domingo 05/06/2011 no parque do ibirapuera - em frente a marquise das 14hs/18hs.
Você não é de São Paulo? Maiores infos:
http://mamaconacional.posterous.com/
Facebook
https://www.facebook.com/event.php?eid=213888098633960
Ainda bem que não perdi O MEU tempo, pois fiquei decepcionada ao assistir o vídeo com as infelizes declarações sobre o Mamaço.
Pois é, eu e minhas amigas de militância lutamos para o respeito as familias, para desmistificar essa cultura esdrúxula de que amamentar em público é constrangedor. Constrangedor é ser discriminada por amamentar em público. Constrangedor é escutar que as "gostosas ficam com os peitos pra fora". Constrangedor é ouvir isso de um programa que se diz revolucionário, formadores de opinião. Vou te falar o que é constrangedor.... as bundas do carnaval, isso é constrangedor. Ah, mas isso pode. Faz parte da cultura do brasileiro. Constrangedor é ver a corrupção do Brasil. Constrangedor é ver a exploração de menores, as injustiças, as lacunas da lei, os políticos dançando e esbanjando o dinheiro público. Constrangedor é a prostituição que rola por detrás dos simpósios, congressos, eventos de futebol, fórmula 1. Isso sim é constrangedor.
"Ao Rafinha Bastos, Marco Luque e Marcelo Taz.... nós mulheres temos o direito de amamentar nossos filhos em público, onde quer que seja. Isso não é motivo de chacota e sim motivo de alegria, pois o aleitamento materno exclusivo até os 6 meses e recomendado até os 2 anos de idade é de extrema importância para a saúde do bebê e da mamãe, prevenindo doenças e evitando mortes prematuras. Não estamos aqui discutindo futilidades, mas sim uma visão de saúde pública, política, lembrando que temos todo o apoio e recomendação do Ministério da Saúde. Independente de terem falado que são favoráveis ao aleitamento materno em meio a chacotas, a cultura do "constrangedor" continua impregnada em nossos dias." Que pena CQC. Logo eu, que sou sua fã. Que feio!!!!
Assistam ao video:
https://www.facebook.com/video/video.php?v=151973061540248&oid=183265728389220
O Mamaço em São Paulo acontecerá neste domingo 05/06/2011 no parque do ibirapuera - em frente a marquise das 14hs/18hs.
Você não é de São Paulo? Maiores infos:
http://mamaconacional.posterous.com/
https://www.facebook.com/event.php?eid=213888098633960
terça-feira, 31 de maio de 2011
Meu relato de gestação, parto e pós parto
Vou começar falando um pouco do meu primeiro parto.
Foi uma gestação gemelar muito querida e desejada. Engravidei naturalmente. Acho que o único inconveniente é que foi "assistida" pelo médico ao extremo. Sabe quando você se sente plena, completa, radiante, no momento certo, na hora certa mas com o médico errado?
A gestação era tratada pelo médico quase como que uma doença. Fiquei em repouso absoluto para "segurar" minhas bebês o máximo possivel. Não me informei em nada sobre os diversos tipos de parto, me entreguei totalmente sem ter nenhuma informação a respeito. Aprendi muito com a experiência.
Após inúmeras consultas semanais, entrei em trabalho de parto com 34 semanas e 2 dias.
A CIRURGIA CESARIANA
Fui para o centro cirúrgico, um lugar frio, inóspito e com cara de açougue - todo em azulejo branco, com decoração metálica.
Na cesárea, o médico cortou uma veinha que me acarretou uma leve hemorragia na cirurgia, mas contornou isso rapidamente. Perdi muito sangue, mas não a ponto de precisar de transfusão, fiquei anêmica.
Fui para o quarto apagada e só acordei no dia seguinte. Detalhe, eram 13 hs.
Tive um pós cirúrgico péssimo, que não desejo nem ao meu pior inimigo. Demorei a ficar em pé por ter perdido muito sangue, tive alergia da linha usada no ponto seguida de inflamação, um horror!!
Minhas filhas ficaram na UTI neo natal por quinze dias para ganharem peso, pois eram prematuras e nasceram com peso baixo. A Júlia com 1.950 e a Lívia com 1.980.
Passei pela recuperação da cesárea ficando o dia todo no hospital duante os quinze dias para garantir a amamentação o máximo de tempo possivel e evitar a fórmula.
Mesmo assim, passei por tudo isso com um sorriso de orelha a orelha, por ser a mais nova mãe do pedaço.
Minhas filhas são lindas e cheias de saúde!
Valeu a experiéncia, mas na questão cesariana, foi um horror! Acho que não tinha outra alternativa, pois elas estavam transversas, se eu tivesse me informado melhor, levado a gestação com hábitos saudáveis, me exercitado, talvez seria diferente.
PRÉ GESTAÇÃO
Após cinco anos, e muita insistencia das minhas princesas, decidimos ter uma segunda gestação e um terceiro filho. Tinha parado de tomar o anticoncepcional, estava evitando com presenrvativos e tabelinha até digerir melhor a idéia de um outro filho, limpar o organismo e me preparar para um novo bebê. Em uma única vez que deixamos a proteção de lado engravidei. O mais interessante, foi que assim que acabou a relação, tive a certeza de que estava grávida, mas não comentei com meu marido. Fui dormir e sonhei que estava com um bebê em meus braços e que ele era "meu". Ao acordar, comentei com ele e já ficou todo entusiasmado. Realmente fiquei grávida naquele dia, naquela noite. Foi como um aviso de que uma nova alma estava chegando, uma nova luz para alegrar ainda mais nossos dias e completar a nossa familia.
A GESTAÇÃO
Por ter passado pela experiência da cesárea, decidi que iria ter minha filha de parto normal. Primeiramente, tomei essa decisão pela rapidez na recuperação do parto. Isso para mim era muito importante, pois tenho duas menininhas lindas de cinco anos em casa com a corda toda para cuidar, um sobrado com escadas para limpar e ninguém para me ajudar além do Joh, meu marido, que trabalha como autônomo e não pode ficar por muito tempo em casa.
Ter minha princesa com o obstetra que fez meu primeiro parto estava fora de questão. Tinha pavor só em pensar nele. Decidi ir atrás de outro profissional. Minha obstetra de anos não atendia mais meu convênio, descartei-a pensando que seria fácil achar outro médico. Peguei o livrinho do convênio e começei a procura. Fui pela proximidade e marquei o primeiro. A primeira consulta foi muito rápida, conversamos pouco, ele me examinou, pesou, mediu e até logo. Achei um absurdo! Uma falta de interesse em meu caso (na verdade, as mulheres procuram um médico-psicólogo, que se importe com ela e a ouça com a maior atençao - pelo menos "eu" procuro). Fui para o próximo da lista que agiu da mesma forma. Após passar por quatro médicos, um amigo nosso que é propagandista de um grande laboratório me indicou uma médica. Vi a luz no fim do túnel! Fui na primeira consulta e me deparei com o consultório lotado, quase insuportável de cheio. Pensei comigo que se está lotado é porque ela é muito foda!!! Percebi que ela era fast food... Depois de uma hora de atraso entrei na consulta. Por ter sido indicação de um amigo, o tratamento foi bem diferente dos outros, mas ainda não me sentia confortável. Ela me examinou e conversamos um pouco. Ela me pediu alguns exames de sangue como glicose, fator rh, e alguns outros, e no retorno da consulta para levar os resultados fiquei sabendo da existência do tal citomegalovirus, que no meu caso deu positivo e reagente. Não sabia nem do que se tratava, mas ela me deixou muito preocupada. Falou que eu teria grande chances de ter um bebê com alguma deformidade ou com sequelas sérias, mas não tinha como saber ao certo, precisava seguir com a gestação e acompanhar melhor com ultrasson. Fiquei desesperada! Saí aos prantos, ligando para o Joh e contado o que tinha acabado de ouvir. Ele tentou me acalmar e ligou para a medica para uma conversa racional, pois eu não estava nem um pouco raciocinando direito. As chances de um problema com o bebê existiam, mas não podiamos nos desesperar. Decidi ir atrás de informação e fui direto no google. Foi a pior besteira que já fiz na minha vida! Vi cada absurdo que me deprimiu ainda mais. Decidimos procurar um infectologista. Na consulta, ficamos sabendo de que o cmv é um vírus que não tem cura, metade da população possui o vírus e que não se pede esse tipo de exame para gestantes, pois o risco de afetar o bebê é apenas quando o vírus está ativo, ou seja, quando você está com os sintomas, com a doença te atacando, e mesmo assim ainda há chances de não afetar diretamente o bebê. Ele fica como o vírus da herpes, inativo, mas fica lá. Ele só traz complicações para quem está debilitado, com aids ou cancer. O infectologista propos duas formas de lidar com isso, ou desencanava e aproveitava cada minuto da gestação ou endoidava e fazia vários exames, como o mapeamento do vírus no organismo. Decidimos levar a gestação de boa e desencanar.
Após esse episódio do susto que tive com a médica sobre o CMV, fui viajar de navio e na viagem tive um sangramento e me desesperei!!! Estava de 8 semanas e fiquei com medo de perder o bebê por conta do CMV. Liguei para a médica e ela disse que o bebê tinha nidado na parede do útero, por isso o sangramento. Fiquei mais tranquila.
Tudo corria bem, mas ainda não me sentia segura em relação a medica. Na consulta seguinte, ela me examinou rapidamente e resolvi perguntar sobre o parto. Deixei claro a minha vontade sobre o parto natural e levei um balde de água fria. Obtive a seguinte resposta:
"- podemos tentar, mas acho dificil, pois você tem uma cesárea e as chances de uma ruptura uterina são grandes. Eu prefiro não arriscar, mas vamos conversando no decorrer da gestação." Para mim, era como se ela tivesse dito que até o final da gestação ela me convencia de fazer uma cesárea. Ela calculou minha DPP e já deixou anotado na agendinha dela que faria minha cesárea naquela semana. Saí de lá pra nunca mais voltar!!!
Pesquisei sobre ruptura uterina e descobri que as taxas de ruptura uterina são de 0,5 % e de morte em cesariana era de 0,6%, ou seja, o risco é o mesmo, se for analisar por porcentagem, por diferença de um por cento é mais fácil morrer na cesárea do que ter uma ruptura. Começei de novo a procura, mas como eu já estava calejada, nem me dei ao luxo de me deslocar até o consultório, por telefone perguntava qual era a porcentagem de partos normais que aquele médico fazia, e para minha decepção, no meu plano de saúde que é medial, nenhum médico faz parto normal. Liguei em todos e nada. Me senti perdida....
Pesquisei no google sobre parto normal e achei o site da amigas do parto. Me interessei muito sobre o assunto.
No mesmo dia a noite, fui comemorar meu aniversário em um barzinho com mais dois amigos aniversariantes e encontrei uma amiga. Ela tinha tido bebê ha poucos meses. Conversamos e contei a minha dificuldade de achar um médico, e da minha vontade de ter um parto natural, e para minha surpresa, ouvi um relato maravilhoso de parto domiciliar e humanizado, tudo o que eu nunca jamais imaginaria ouvir ao vivo.
Finalmente achei o que estava procurando! Conheci o GAMA, ufa!
Achei minha médica, a Dra. Andrea Campos por indicação da Ana Cris.
A primeira consulta foi maravilhosa, ficamos mais de uma hora conversando sobre a gestação e o parto, alguem que me ouvia, me compreendia!
Ficamos muito tentados a fazer um parto domiciliar. A gestação foi evoluindo e tudo estava bem, até fazer um ultrasson com 22 semanas que acusou brida aminiótica. Mais uma vez fui ao google e vi coisas piores que o CMV.
Liguei para a Dra. Andrea que me tranquilizou e pediu para ver o exame. Por enquanto não deveriamos nos preocupar, só ficar atentas no próximo ultrasson.
O tempo passou, a Duda e a barriga cresceram e tudo corria bem.
Estava ansiosa para o parto!
Fomos decidir a equipe que iria nos acompanhar nesse momento tão esperado pela nossa familia.
Queria muito ter nossa bebê com a Ana Cris, pois foi uma pessoa com quem me identifiquei e me apaixonei! Só quem conhece aqueles olhos azuis sabe do que estou falando.... fazia questão de te-la comigo nesse momento.
Escolhemos também a nossa doula, a Cris Balzano. Aquela voz suave sabe fazer agente relaxar.
Ficamos em dúvida sobre o pediatra, pensei em chamar a Ana Paula Caldas, mas enrolei tanto para decidir que acabou não dando tempo. Cacá ou Ana Paula?
No último ultrasson, a médica responsável disse que a questão da brida não era mais visivel. Ela disse que provavelmente, tinha dois sacos gestacionais, um evoluiu e o outro não. Para mim, isso ainda é mistério.
Estava muito ansiosa para parir minha pequena! Todos os dias a Juju e a Liba perguntavam se era hoje que a Duda iria nascer. Estavam muito ansiosas para assistirem ao parto.
Lia desesperadamente todos os relatos de parto, frequentava todas as reuniões do GAMA, preparei minhas filhas para estarem comigo nesse momento, e para assistirem ao nascimento da irmã, criei a cultura do parto fisiológico nas minhas filhas. Estavamos contando as horas para ter a nossa princesa.
Ficava louca de ansiedade quando recebia as mensagens da lista de que alguém tinha parido. Pensava que iria ser a última a parir...minha ansiedade atrapalhou um pouco meus últimos dias de barriga. Já não aguentava mais sair na rua e escutar comentários de que eu "ainda" estava grávida, de que minha Duda "ainda" não tinha nascido e todas essas coisas agradáveis de se ouvir no final da gestação.
Com 38 semanas, começei a sentir cólicas e muita dor lombar. Para andar era um sufoco, pois estava com a sensação de que iria me partir ao meio de tanto que doia meu osso pélvico. As aulas de yoga me ajudaram bastante a me abrir.
O TRABALHO DE PARTO
Com 39 semanas e 4 dias, uma quarta-feira de Agosto começaram as contrações. Não tive perda, apenas uma dor leve, chatinha e irregular. Estava em pródomos. Estávamos ha 4 dias do dia dos pais. Fiquei tão preocupada com a equipe, pois queria que curtissem o dia dos pais com a família, sem se preocuparem comigo, mas como ainda havia tempo, quem sabe as contrações não estacionavam ou engrenavam de vez. O Joh foi trabalhar, mas estava bem alerta.
Liguei para a minha sogra, pois ela viria de Ribeirão Preto para o parto e para me dar um suporte com as crianças no pós-parto e deixei-a de sobre-aviso caso engrenasse o trabalho de parto.
Fui tocando a minha vida, como se nada estivesse acontecendo. Cuidando das crianças que ainda estavam de férias por conta da gripe suina, limpando a casa, lavando roupa, cozinhando e tudo mais que uma mera mãe/dona de casa precisa fazer no dia a dia. Quando vinha a contração, parava um pouquinho, respirava fundo e continuava o que estava fazendo.
Na quinta-feira, ficou assim o dia todo....irregular e um pouquinho mais forte que o dia anterior, mas suportavel como uma cólica intestinal.
Na sexta-feira, começou um pouco mais forte, mas ainda irregular. Eu estava muito ansiosa e isso estava atrapalhando. Não via a hora disso engrenar de vez. Liguei para a Ana Cris pra entender melhor o que estava acontecendo e escutei o que precisava para desencanar:
- Ana Cris, isso pode estacionar ou engrenar? Estou assim faz três dias, não aguento mais.
Ela que já é bem calejada, só de ouvir a minha voz e de ler os meus e-mails, já sacou que minha ansiedade estava fora do normal e me respondeu:
- Lili querida, não se preocupe! Isso só vai engrenar na segunda-feira, pois Domingo é dia dos pais e pretendo ir viajar com a família para um hotel-fazenda, mas se você precisar de mim, voltarei para te atender. Apenas descanse muito!
Respondi a ela que como fazia três dias que estava assim, provavelmente ficaria assim o final de semana todo....ahahahaha - mal sabia do que estava falando.
Foi desligar o telefone, liguei para a Cris Balzano e deixei-a a par de tudo. Ela me tranquilizou e disse que teriamos que esperar as contrações ficarem regulares. Desencanei muito e fui fazer o que precisava. Terminei de arrumar minha mala, arrumei as coisas das crianças e fui até a escola pagar a mensalidade. Nunca vou esquecer, pois foi na cadeira da secretaria da escola que senti uma contração bem forte. Precisei me conter, pois não queria que ninguém soubesse o que estaria por vir, que eu estava tendo uma contração bem ali, pois teria que explicar que focinho de porco não é tomada e nessa altura eu queria paz e sossego. Saí de lá respirando fundo! Pensei que agora engrenaria!
Começaram as contrações muito fortes, mas irregulares ainda. Ficava tonta pois a rotina da minha casa continuava, eu, as minhas crianças junto com os filhos dos vizinhos brincando em casa e a dor cada vez mais forte. Tinha que me mostrar forte para não assustar os pequenos. Deitei e fiquei assim até me sentir um pouco mais descansada.
Entrei um pouco no computador para avisar a lista que estava em trabalho de parto. Me lembro da mensagem de todas as maternas me incentivando e mandando as boas vibrações. A mensagem da Fê Mouco foi engraçada, ela virou uma amiga internética após um episódio de confusão na lista. Ela dizia que era para eu sair do computador....rsrsrsrs
No cair da noite, as contrações começaram a ficar regulares e para minha surpresa, minha sogra chegou sem aviso. Ufa! Enfim, relaxei! Nada como ter alguém que pariu de forma natural ao seu lado para te tranquilizar! Foi a noite mais longa e mais emocionante da minha vida. Minhas contrações estavam de dez em dez minutos e ficou assim durante toda a madrugada.
Não consegui dormir....os vizinhos que o digam, pois estava achando que o porteiro ligaria aqui reclamando do barulho!!!
O Joh ligou para a Dra. Andrea para passar o relatorio de como estavam as coisas.
Fiquei a madrugada sentada, pois deitar era impossivel. Tentei cochilar entre as contrações, mas não consegui. Levantava, andava, respirava, rebolava, ia para a bola, para o chuveiro, para o chuveiro com a bola, tentava emitir sons durante as contrações para ajudar, mas nada era confortável. A cada contração, cutucava o Joh para ele marcar o tempo. Coitado, estava dormindo e derepente acordava na maior pilha para contar. Ia para o chuveiro e batia na parede quando começava a contração. Fiquei assim até as 7 da manhã. O Joh ligou para a Cris B. passando o relatorio e ela disse que estaria a caminho. Tive vontade de fazer força nas contrações muito fortes e o Joh ligou novamente para a Cris que nos orientou a ir para o hospital. Nos encontraríamos lá. Eu não tinha vontade de sair de casa, naquele momento, queria ficar ali, quietinha, mas juntei minhas forças e rapidinho peguei a primeira roupa que vi na frente e saí toda destrambelhada e descabelada para o fino São Luiz. Ligamos para a nossa prima Vilma, que é enfermeira, trabalha no SUS, fez especialização em obstetrícia e o curso teórico de doula pelo estado. Convidei-a para assistir de perto uma equipe humanizada e uma doula com a mão na massa.
Ao entrar no carro, me lembrei da Carol da Helena que foi para o hospital de quatro, pois não conseguia sentar. eu estava exatamente assim, sem conseguir sentar, com minhas filhas no carro, balançando e chacoalhando muito, faltou só o papagaio e os gatos.
A CHEGADA AO HOSPITAL
Foi o caminho mais longo da minha vida! Um minuto parecia uma eternidade! Nos intervalos da contração eu olhava tudo a minha volta e pensava " ninguém imagina o que se passa aqui dentro...minha bebê está a caminho".
Meu marido estacionou o carro na porta da maternidade, desci do carro com minhas filhas com muuita dor. O segurança correu para me trazer uma cadeira de rodas, mas graças ao bom GAMA, meu marido todo afoito disse que não era necessário pois eu ia andando.
Paramos para fazer a burocracia de hospital - papeladas para internação. Mais uma vez olhei a minha volta e vi muitos casais com cara de espanto e com os olhos arregalados para cima de mim. Com suas malinhas feitas, cabelinhos arrumados e unhas impecaveis eram as mães que estavam ansiosamente na recepção a espera de sua cirurgia cesariana eletiva.
Eu estava lá, em pé na recepção esperando meu "ticket" para me liberarem, toda descabelada e com a roupa amassada. Felizmente me encaminharam para uma sala de "pré internação" enquanto meu marido ficou fazendo o restante da burocracia. Minhas filhas estavam comigo o tempo todo, apertando minha mão e tirando algumas fotos. A enfermeira mediu minha pressão, colocou o cardiotoco para monitorar por um instante as contrações e o coração da Duda, fez o toque para saber a quantas de dilatação eu estava. Nossa, 5 cm! Pensei: "ainda???" A enfermeira perguntou quem era minha medica para entrar em contato e passar as informações. Nessa hora, chegou minha morfina....rsrsrs - chegou a Cris Balzano, minha salvação!
Me senti segura e tão amparada só de ter a presença dela ao meu lado.
Ficamos a espera da delivery, pois na recepção foi dito que ela estava ocupada. Era só o que me faltava nesse momento tão meu, eu ter que ficar em uma salinha apertada e claustrofóbica, completamente oposto a tudo o que eu tinha pensado para meu parto.
Eles tinham reservado a delivery para uma outra mulher em trabalho de parto que chegou antes de mim, mas para minha surpresa, liberaram a delivery para mim pois eu estava com 1 cm a mais de dilatação que ela…. Concorrência.
Fui andando com muita calma pelos corredores da maternidade acompanhada pela Cris Balzano, pela minha prima Vilma e pelas minhas princesas Júlia e Lívia. Em meio a contração, parava, respirava, aguetava firme e prosseguia.
O PARTO
Me lembro de chegar na sala delivery, ver aquela banheira enorme e ouvir no fundo, bem baixinho minha prima perguntando para a Cris Balzano se poderia dar uma analgesia em algum momento, oposto do meu plano de parto. Queria um parto natural, sem analgesia. Me preparei para isso a gestação toda. Foi só ouvir a palavra analgesia que começei a pedir " pelo amor de deus, quero uma anestesia agora!!!!"
A Cris Balzano me lembrou do meu plano de parto e sugeriu encher a banheira para mim. Fui tirando minha roupa pelo quarto e caindo na água.
Fiquei o tempo todo dentro da banheira imóvel, quietinha e concentrada. Via o movimento da equipe na sala, minhas filhas e meus pais entrando para me ver, meu marido falando comigo e não dei nenhum pio.
Estava muito concentrada, meditando, em alfa.
Acho que não deixei meu marido chegar perto. Não queria ninguem com a mão em mim. Estava muito introspectiva. Escutava a voz doce e suave da Cris B. pedindo para que eu mentalizasse uma luz azul, que eu deixasse me abrir para receber minha bebê.
Queria muito que a Duda nascesse na água, mas entrei cedo demais na banheira.
Fiquei lá por quatro horas e meia, imóvel, quase que na mesma posição. Quando tinha que me mexer para a equipe me examinar achava muito desconfortável e voltava para posição anterior.
Entrei na banheira lá pelas 9 da manhã e umas 11:30/12hs, estava com 7 cm ainda. Evoliu pouco. Começei sentir os puxos e vontade de fazer força. As contrações estavam fortes. A Dra. Andrea sugeriu dilatar o restante que faltava na mão para entrar no expulsivo. Concordei. Ela foi dilatando aos pouquinhos até ter dilatação total. Na banheira, as contrações começaram a espaçar. Precisei sair da banheira e fui para o banquinho de cócoras. Fiquei lá fazendo força, mas não sentia as contrações. Não sentia dor. Não conseguia distinguir o momento de fazer força. O Joh, meu marido ficou comigo em todos os momentos. Me incentivou muito, apertou minha mão, me fazia cafuné e dizia palavras de incentivo no meu ouvido. Minhas filhas entravam na sala, me acariciavam e saiam para ficar com o restante da familia na sla de espera.
Começei a sangrar um pouco. Fazia força e nada. A Ana Cris chegou com ocitocina para eu inalar e nada. Não sentia dor, não sentia nada. Ela colocou a mão na minha barriga e me dizia o momento que eu deveria fazer a força. Escutava a equipe me incentivando - "vai, força Lili, ela está coroando! Dá pra ver o cabelinho já!" … mas não sentia nada! Nada de circulo de fogo, nada de dor, nada de nada!
Meus batimentos ficaram alterados, muito acelerados. Tive todos os sinais de uma ruptura uterina - sangramento e batimentos acelerados.
A equipe precisava agir rapidamente, pois se realmente fosse uma ruptura, eu e a Duda corriamos sério risco de vida. A Dra. Andrea decidiu usar o vácuo extrator
- Aparelho Vácuo-Extrator: o vácuo-extrator funciona como um aspirador de pó em miniatura e pode ser usado sem uma episiotomia. A ventosa é colocada na cabeça do bebê e ele é sugado para fora a cada contração. Isso produz uma saliência na cabeça do bebê como se fosse um galo, que desaparece alguns dias após o nascimento.
A Ana Cris foi chamar minhas filhas para presenciar o nascimento da irmã. Elas chegaram eufóricas.
Na contração seguinte, em meia luz, com um som relaxante, nasceu a Maria Eduarda, mais conhecida como Duda. Ela nasceu na presença das irmãs, do papai e da equipe maravilhosa.
Minhas filhas se abraçaram, choraram e gritaram de tanta emoção.
A Duda foi colocada em meu peito. O Cacá a cobriu com um lençol. Ficamos ali, nos olhando. As meninas pegaram na mão da irmã com muita felicidade. O papai chorou muito de emoção. Ela chorou um pouco. O cordão parou de pulsar e foi cortado pelas meninas com ajuda do papai. Ela veio para o peito e mamou como nunca.
A Dra. Andrea puxou a placenta para examinar minha cicatriz e o canal de parto e tentar descobrir o motivo do sangramento. Estava tudo ok, fora a laceração. A Dra. Andrea começou a sutura e disse que tinha uma pequena hemorragia que deveria ser da laceração mesmo, pois o restante estava ok. Me queixei de cólica, estava muito forte. Tomei uma injeção de ocitocina na perna para fazer o útero contrair.
Quando a Duda estava saciada e cansada de sua jornada, o Cacá pegou a Duda, passou um paninho e a enrolou em um lençol para dar o primeiro banho - o de balde.
Naquele momento, nos apaixonamos pelo Cacá. A Duda fixava seus olhinhos nele, e ele com muito carinho conversava com ela. As meninas ajudaram no banho e aprenderam a jogar a água na cabecinha da Duda.
Após o banho, levaram a Duda para o berçario central - burocracia - para dar entrada na internação dela. Ela ficou lá por duas horas.
Naquela altura, eu estava faminta! Queria comer um boi!
Implorei por uma comidinha que foi pedido pela equipe. Demorou muito.
O Cacá saiu a caça de algo para eu comer. Me trouxe um brownie delicioso! Devorei!
Fiquei esperando para subir pro quarto. Lia nos relatos que a mulherada paria, levantava e ia tomar um banhão bem gostoso. Era tudo o que eu queria! Meu braço, mãos e dedos estavam sujos de sangue.
Todos foram embora e fiquei sozinha na delivery por uns 30 minutos, esperando vagar um quarto. Não conseguia descansar, só pensava na Duda, no banho e na comida....
O PÓS - PARTO
Cheguei no quarto louca por um banho. Fui orientada pela enfermeira que não poderia levantar "ainda", precisava me recuperar. Passaram um "paninho úmido" em mim - uma péssima opção de banho.
Tentei dormir um pouco.
A noite, a Duda veio para o quarto. Percebemos que ela estava com os olhinhos irritados, bem vermelhinhos. Minha mãe disse que deram banho nela lá no berçário central, na vitrine, como se ela fosse um objeto de esposição. Fiquei puta da vida!!!! O Cacá como pediatra dela tinha avisado que ela já estava de banho tomado e não precisava fazer nada com ela, somente trazê-la ao quarto para ficar com a família, mas acho que são tantos bebês que a Duda acabou entrando na dança junto. Triste isso!
Impressionante como as mães da maternidade optam por deixar seu bebê no berçario por conta das enfermeiras. Ora, quem é a melhor observadora de bebês, a mãe que gerou ou a enfermeira? Toda hora vinha uma perguntar se eu queria que levassem a Duda para o berçário, irritante isso...
De madrugada, tentei ir ao banheiro para fazer xixi - estava muito apertada - ao me levantar, senti uma tontura e o sangue escorreu em minhas pernas. Era como um assassinato de filme tipo CSI. O quarto todo ficou sujo de sangue. Precisamos chamar o pessoal da limpeza para limpar todo o chão. Chamei a enfermeira e questionei se isso era normal, pois nem na minha cesarea eu sangrei tanto na minha vida. Ela disse que era normal eu sangrar daquele jeito. Achei muito estranho...
Minha cólica continuava firme e forte. Pedi um remédio para cólica. As 4 da manhã, acordei de tanta dor e falta de ar. Eu estava deitada com falta de ar. As enfermeiras ligaram para a Dra. Andrea. Ela pediu para o médico plantonista da ginecologia ir no quarto me examinar. Ele examinou o sangramento e a laceração, colocou a mão por dentro, fazendo um toque e começou a tirar várias mãos cheias de sangue pisado, sangue coagulado. Meu útero não estava contraindo. Me colocaram um soro com ocitocina e um peso de 1 kg na minha barriga. Foi horrível. Novamente queria muito fazer xixi. A enfermeira chegou com uma comadre para que eu fizesse o xixi deitada na cama. Não consegui. Além da sensação de que eu estava fazendo xixi na cama tinha o agravante psicologico de que era impossivel pra mim fazer uma coisa dessas.
Na manhã de domingo do dia dos pais, a Dra. Andrea veio me ver - examinar. Ela tirou mais um monte de coágulo de dentro do meu útero. Falei para ela que estava muuuito apertada para fazer xixi. Ela resolveu me colocar uma sonda para que eu urinasse, já que eu não podia e não conseguia levantar. Saiu 1 litro de xixi. Ela achou que era por isso que meu útero não contraiu. Fiz ultrasson e não deu nada, tudo normal.
Fiquei melhor do que estava de madrugada, mas ainda não estava bem. Nos meus exames, deu uma alteração de hemoglobina, estava muito a baixo do normal. Precisei de uma transfusão de sangue, pois tinha perdido muito sangue. No decorrer do dia, tomei duas bolsas de sangue.
Me senti bem melhor, consegui almoçar sentada.
A noite, estava muito sem fome e sentindo que eu "precisava" descansar. Estava muito sonolenta. Meu marido tentou me dar comida na boca, mas eu não conseguia nem mastigar. Adormeci. Acordei depois de uma meia hora com tontura e muita falta de ar. Começei a chorar, pois já não sentia mais minhas pernas nem meus pés - estavam brancos. Apartir daí, entrei em um estado de pouca consciência - desmaiava e voltava várias vezes.
Ligaram para a Dra. Andrea que chegou rapidamente. Eu precisava ir para o centro cirurgico para investigarem o porque da hemorragia. Toda a equipe que participou do parto retornou ao hospital para o procedimento. Estavam todos apreensivos, pois poderia ser desde a coisa mais simples - uma curetagem - até a mais punk - retirada do útero. Como eu estava muito debilitada, o Dr. Ricardo- anestesista - precisou me estabilizar para que eu pudesse tomar a anestesia. Precisava de anestesia geral, porém, naquele estado que eu estava, era arriscado - tinha comido e estava fraca demais.
Tomei mais duas bolsas de sangue e uma de plasma.
Fiquei mais estavel. O Dr. Ricardo tentou me entubar algumas vezes, mas sem sucesso.
Tomei uma raque baixa para fazerem uma revisão no canal de parto. Precisaram cortar minha aliança - eu estava muito inchada.
Naquela hora, a Cris Balzano foi fundamental, pois ela me fez um maravilhoso trabalho alternativo - reiki - senti suas vibrações e um sentimento de paz acalmou meu corpo.
Não sei se adormeci, mas quando me dei conta, estava indo passar uma noite na Unidade de Terapia Intensiva - UTI
Acordei na manhã seguinte com os peitos cheios - vazando - eu estava ótima e louca para sair de lá.
Enfim, a Dra Andrea me deu alta da UTI e pude ir aproveitar minha familia com a mais nova integrante.
Assim que cheguei no quarto, me levantei, tomei uma ducha demorada e fui amamentar minha pequena que estava faminta!
Agora tudo deu certo!
A recuperação foi delicada por conta da hemorragia. Fiquei mais uma semana de cama em casa, até me sentir forte o bastante para me levantar. Descansava, comia, amamentava e dormia muito. Nada como estar em casa!
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