Nada como começar a semana com essa vibe!
Usei o logo da Matrice que é um blog fantástico sobre amamentação. Segue o endereço no logo.
Mundialmente, a Semana Mundial do Aleitamento Materno é comemorada na primeira semana de Agosto e o tema desse ano é "Amamentação, uma experiência em 3D"
A amamentação é muito importante para mãe e bebê, traz muitos beneficios para ambos.
O leite materno possui todos os nutrientes de que o bebê precisa para se desenvolver nos primeiros seis meses de vida, e deve continuar a ser dado mesmo depois, quando a criança já come outros alimentos.
Estudos mostram que o leite materno possui anticorpos que protegem a criança contra infecções -- como gastroenterites (doenças com presença de diarréia), doenças respiratórias, infecções urinárias e otites. Também reduz o risco de o bebê ter doenças mais graves, como diabete e leucemia, e diminui a tendência a problemas alérgicos, como asma e dermatite.
Além dos agentes protetores sempre presentes no leite materno, a mãe que amamenta pode produzir outros anticorpos específicos assim que entra em contato com uma infecção. Esses anticorpos podem passar para o leite, e de lá para a criança.
Amamentar também deixa a mãe mais saudável. Ao dar o peito ao filho, ela reduz seu risco de ter câncer de mama pré-menopausa e câncer de ovário. Há redução também no risco de fraturas em consequência da osteoporose.
Sabemos que o leite materno possui ácidos graxos poliinsaturados de cadeia longa, que são essenciais para o desenvolvimento do cérebro. Antigamente havia a crença de que amamentar os bebês os deixaria mais inteligentes. Em média, bebês que mamaram no peito são mesmo mais inteligentes, mas pesquisas recentes mostraram que isso provavelmente se deva a fatores sociais (relacionados à estimulação) e genéticos.
Um grande benefício da amamentação é sem dúvida a conveniência. Pelos primeiros seis meses de vida do bebê, ele não precisa tomar mais absolutamente nada. Você não terá nada para lavar, esterilizar, preparar e carregar.
E, por fim, não se pode esquecer um dado importantíssimo: amamentar é grátis! Fórmulas infantis são caras e podem pesar em qualquer orçamento.
Vou contar a minha experiência de amamentação.
Nas minhas primeiras filhas (gemeas), não tinha muita informação sobre o amamentar, pois sempre achei que seria uma coisa instintiva, que era só colocar o peito na boca das minhas meninas e como mágica elas começariam a sugar. Engano meu.... como elas nasceram prematuras, ficaram uns 15 dias na UTI. Passava o dia no hospital para garantir a amamentação. Tirava leite no banco de leite, mas sempre que o hospital podia eles complementavam a mamada com a fórmula. Me colocaram muito medo de que elas não podiam passar da hora de mamar, de que se não mamarem a fórmula o peso delas não aumentaria e consequentemente elas demorariam para sair da UTI. Agora te pergunto, se um pediatra, que é formado para tratar de bebês prematuros te falar que os bebês precisam de fórmula para saírem da UTI, alguém irá questionar? Mas é claro que não, para questionar, você precisa no mínimo, ter muita informação sobre o assunto, para pode rebater, coisa que eu não tinha.
Me incentivaram a continuar a amamentação em casa, com mais calma. Dava o peito sim, mas elas cansavam rápido e a mamadeira era muito mais fácil para ser sugada....
Após 15 dias veio a alta e pudemos levá-las enfim, para casa. Agora começaria definitivamente nossa jornada de pais de duas. Tivemos a recomendação da maternidade de continuar no mesmo esquema, peito + complemento. Em meio a mamadeiras, cólicas e tentativas frustradas de amamentação exclusiva, procuramos um pediatra o mais rápido possível. Mais uma vez, fomos aconselhados a continuar no esquema "peito + complemento". Por fim, após 5 meses, elas abandonaram o leite materno. Impressionante como isso pode acontecer! Colocava o peito na boca delas e quando sugavam, cospiam o leite e largavam o peito. Pra mim, isso foi muito frustrante, pois sempre sonhei com esse momento. Chorei horrores! Tudo desmoronou. O contato de pele mãe e bebê, o cheiro.... fiquei um caco. Eu era realmente uma vaca leiteira, pois tinha muito leite. Meu leite demorou um ano para secar definitivo. Prometi para mim mesma que na próxima gestação tudo seria diferente.
Minha próxima gestação chegou, após 5 anos e meio. Iria realizar tudo que não realizei na minha primeira. Começando pelo parto. (leiam meu relato de parto)
Acompanhada de uma equipe humanizada e um pediatra neo-natal -encatador de bebês e especialista em amamentação, a Duda nasceu.
Saiu de mim e foi direto para o peito. Como é maravilhosa a sensação do seu bebê quentinho, todo sujinho em contato direto com sua pele. Logo ela institivamente procurou o seio e mamou como nunca. Mamou sem parar. E foi ai que começou a minha experiência de amamentar.
Me informei muito sobre o assunto na gestação, participamos até de um documentário no nascimento da Duda sobre amamentação "Amamentação sem mistérios". Link no fim do post
Tudo o que passei com minhas primeiras filhas de banho na banheira, mamadeiras, passeio em carrinho fiz diferente com a Duda. Me informei melhor, busquei esse conhecimento. A Duda foi amamentada em livre demanda, tomou banho de balde, passeou de sling…. a única coisa que fizemos e iremos fazer até o último dia de nossas vidas igual com as meninas é beijar e abraçar incansavelmente.
Mesmo com toda informação, com pediatra especialista em amamentação, tive muitos momentos de insegurança. Aquelas paranóias de que "será que meu leite é suficiente"?
Os serás continuaram assombrando minha vida, mas enfrentei-os de uma maneira muito tranquila.
Uma coisa que pequei com minhas filhas e que persisti com a Duda foi dar chupeta. Mesmo com informação, mesmo com pediatra contra acabei dando a chupeta para ela pra ver se supria a necessidade de sucção noturna. Ela queria dormir chupetando o meu peito, não mamava, porém se eu tirasse o peito, ela chorava horrores. Depois de umas noites com ela pendurada em mim, resolvi dar a dita cuja. Hoje me arrependo amargamente!!!
Com essa questão de pediatra, resolvi levar a Duda de 3 em 3 meses em consulta de rotina. Em uma das consultas, estava sem grana para pagar particular e marquei um médico do convenio. Foi a pior besteira que fiz na vida, pois a pediatra me destroçou. Falou que eu era louca por amamentar em livre demanda, que a Duda era pequena demais, que era muito branca e deveria ser anêmica…. foram tantos absurdos que mandei ela tomar naquele lugar com a boca cheia, peguei minha filha e saí do consultório. Graças a minha pediatra humanizada, ao blog da matrice e a lista materna_sp, eu era infomada o suficiente para enfrentar essa médica louca e me desligar de tudo que ouvi dela.
Para quem não sabe, os padrões de curvatura que são usados nos consultórios pediátricos de hoje são para crianças de "mamadeira". As crianças de peito, nem sempre tem o mesmo ganho de peso que uma criança de mamadeira. Isso eu vivi com minha filha. Ela é de peito, tem a bio-genética pequenininha mesmo, é branquinha pois minha familia é de descendência européia e é saudável. Andou rápido, falou rápido, é esperta e muito sapeca.
Com dez meses, ela acordava muito a noite para mamar, de 4 a 5 vezes por noite. Estava ficando exausta. Muitas vezes ela passava a noite toda dormindo na cama comigo e com o papai. No dia seguinte, estávamos todos (eu, Duda e papai) cozidos de dormir mal. Foi ai que resolvi fazer o desmame noturno. No começo fiquei bem insegura. Tentei por uns dias sem sucesso. Na semana seguinte, resolvi que faria a todo custo, antes dela dormir eu dava o peito e ela se acabava de mamar. Fui diminuindo as mamadas a noite, ao invés de 5 eram 4, no dia seguinte foi para 3 e assim foi. Explicava para a Duda que lá fora estava de noite, que o sol tinha ido embora dormir e que era hora dela dormir também. Quando ficasse de manhã, ela mamaria de novo. Algumas vezes em que ela chorava muito, dava água no copo para ela se acalmar e muito colo. Foi assim durante uma semana, com muita paciência e conversa consegui fazer o desmame noturno. Foi bom para todos, a paz reinaria de novo. Acordavamos muito mais dispostos e descansados.
Com um ano e seis meses, ela foi se desinteressando cada vez mais do peito e novos sabores começaram a fazer parte de sua preferência. Meu leite foi diminuindo, e as mamadas diárias também, até que eu resolvi fazer um teste. Não ofereci o peito durante um dia todo e observei sua reação. Ela não pediu e eu não ofereci, até que cheguei na seguinte conclusão: se ela não pediu mais é porque a necessidade de amamentar é minha e não dela. Naturalmente, sozinha ela foi se desmamando. Hoje, muitas vezes, ela dorme com a mão no meio do meu seio, mas ela não pediu mais.
Em relação a chupeta novamente, ela persiste com a dita cuja para dormir. Acho que de todas as fases que passamos, tirar a chupeta vai ser muito mais complicado. Vou começar na semana que vem e depois posto meu depoimento.
E você mamãe que está amamentando e deseja doar leite materno, é um ato generoso e que ajudará muitos bebês. Saiba mais no http://www.fiocruz.br/redeblh/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=360
